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ORIENTAÇÃO ESCOLAR E PROFISSIONAL
Por Valdir Teixeira (Professor), em 2014/05/08821 leram | 0 comentários | 230 gostam
O Papel dos Pais...
Um dos aspetos mais importantes no percurso escolar de um adolescente prende-se com a definição da sua vida no âmbito escolar e profissional. Depois do 9.º ano de escolaridade, a pergunta - “E Agora?”...
Um dos aspetos mais importantes no percurso escolar de um adolescente prende-se com a definição da sua vida no âmbito escolar e profissional. Depois do 9.º ano de escolaridade, a pergunta - “E Agora?”, assume e marca o momento em que o jovem tem realmente de decidir qual a área predominante de estudo nos próximos anos de aprendizagem. Escolher uma área de estudos ou um curso de carácter técnico-profissional, nem sempre se afigura uma tarefa fácil, pelo que é natural e frequente existirem indecisões, angústias e receios. Contudo, há a realçar que as dúvidas, os receios ou, até mesmo, os erros nas escolhas fazem parte da aprendizagem e de um processo de evolução caraterístico do ser humano, que atinge maior intensidade na fase da adolescência. Assim, se existem alunos que desde muito cedo manifestam interesse por uma determinada área e, desde logo, começam a esboçar um percurso mais linear, outros há que se mostram muito indecisos relativamente ao futuro e prolongam a sua indecisão. E é, sobretudo para estes alunos, que a Orientação Escolar faz mais sentido. Ajudar os alunos a encontrar as respostas aos seus desejos, às suas dúvidas, aos seus receios, às suas indecisões, … é o trabalho do psicólogo escolar. Devemos compreender que, para que o aluno obtenha sucesso numa determinada área, é necessário que exista, para além dum investimento intelectual, um investimento afetivo e emocional que funcione como incentivo no desejo de aprender. Por isso, a entrada dos pais/encarregados de educação em todo este processo é também fundamental. Orientar é guiar. Esse é o papel dos pais e encarregados de educação, que pode ser iniciado a qualquer momento, sem aflições, sem pressões, sem ansiedade. E Orientar, não significa escolher pelo seu filho ou escolher para ele. Orientar é estar presente, é motivar, é realçar os aspetos positivos, é apoiar as suas opções, para que este tenha mais condições de tomar uma decisão ponderada, coerente e refletida. Em suma, é deixá-lo criar o seu espaço onde ele possa aprender a movimentar-se com segurança e liberdade, assim como a assumir uma responsabilização perante as suas decisões.
Sugestões/dicas que pode pôr em prática para ajudar:
-escute e converse com ele sobre os seus projetos, as suas dúvidas, as suas indecisões;
-ajude-o a desenvolver o conhecimento de si próprio, dos interesses que se têm mantido e traduzido em ações, das suas áreas escolares mais fortes e mais fracas e de outros aspetos relevantes da sua maneira de ser;
-facilite-lhe o contacto com o mundo das profissões, falando-lhe do seu trabalho e proporcionando-lhe conversas com profissionais de várias áreas;
-fale-lhe abertamente acerca da sua atitude perante o trabalho, sobre a sua experiência e sobre as várias alternativas de formação;
-converse sobre os possíveis riscos, vantagens e consequências das suas diferentes opções consideradas;
-responsabilize-o pela sua tomada de decisão relativa ao seu percurso escolar e profissional.
Agrupamento de Escolas Fernando Távora
Paulo Rodrigues
(Psicólogo)


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