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Todos diferentes, todos iguais...
Por Carla Ribeiro (Professora), em 2013/11/27801 leram | 3 comentários | 199 gostam
No âmbito da disciplina de Português, pediu-se aos alunos da turma 6.º A que produzissem um pequeno texto dialogado com as linhas orientadoras que lhes foram propostas pela professora que leciona APE...espero que gostem e se divirtam...
OS DEDOS
Todos os dedos são diferentes em utilidades, em tamanho e até no nome. Apesar das diferenças todos eles contribuem para que tu possas realizar atividades muito diferentes. No entanto, os teus dedos não pensam da mesma forma, pois eles acham que enquanto uns trabalham, os outros não fazem nada. Alguns dedos já estão fartos desta situação e querem fazer greve.
O que aconteceria se os teus dedos fizessem greve?
Estabelece um diálogo com os teus dedos para resolver esta situação.
Certa noite, houve um conflito entre os cinco dedos de uma mão.
O polegar era muito convencido e dizia:
-Sou mais forte que qualquer um de vocês! EH! EH! EH!
O indicador, irrequieto, respondeu:
-Eu tenho muita energia…Nunca estou parado!!!
O médio, mal educado, dava gargalhadas de gozo e exclamava:
-Seus “palhaços”, estão aí a gabar-se, sem mim não eram nada!
O anelar, pacifista, tentava apaziguá-los:
-Para que se estão a chatear?! Cada um de nós é importante para a mão.
O mindinho, tão tímido que era, nem se meteu na conversa.
Ao amanhecer, um pequeno e pobre rapaz acordou e deu por si a não conseguir mexer os seus quatro dedos das mãos, apenas o dedo mindinho se mexia e, alarmado, gritou muito alto:
-Porquê?!?!? O que se passa com os meus dedos???
Os dedos do rapazote não se mexiam, apenas o mendinho que não podia ajudar muito sozinho, se mexia envergonhadamente. O menino, triste e assustado, pensou o que iria fazer com os dedos naquele estado… Já os dedos, no seu respetivo lugar, não tinham a noção de que o menino precisava muito deles. O médio continuava na maior como se nada fosse. O polegar achava-se tão importante que pensava que ninguém o vencia. O indicador mexia-se para cima e para baixo, já meio atordoado. O anelar, com tudo isto, refletiu melhor e disse:
-Para quê tudo isto?! Cada um de nós tem a sua função, cada uma diferente da outra , mas precisamos uns dos outros para que se faça tudo correto.
Todos os outros dedos perceberam tudo e reagiram, entenderam-se e voltaram a trabalhar.
O rapazote voltou a sentir todos os dedos e ficou feliz da vida. De seguida, foi logo dar uso aos seus importantíssimos dedos.

Bruno Santos (6.º A), com adaptações da prof.ª Carla Ribeiro (APE)


Comentários
Por Carla Ribeiro (Professora), em 2013/11/27
Parabéns, Bruno! Parabéns também ao seu colega João, que deu um "empurraozinho" à produção deste texto...Isto só prova que, quando vocês querem mesmo, conseguem resultados muito positivos!!!! :)
Por Bruno Santos (Aluno, 6º A), em 2013/11/28
Obrigado professora...
O chocolatinho também deu um empurraozinho...
Mas, quando queremos alguma coisa, temos de nos esforçar!!!!

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